Sabemos que nossa justificação nos foi dada mediante a graça do nosso Senhor Jesus Cristo, sem qualquer esforço da nossa parte, mas pensamos que a santificação depende dos nossos próprios esforços. Sabemos que podemos receber o perdão mediante dependermos inteiramente do Senhor; contudo, cremos que podemos obter a libertação do poder do pecado fazendo alguma coisa por nós mesmos. Receamos que, se nada fizermos, nada acontecerá. Depois da salvação, o velho ato do “fazer” reafirma-se e começamos de novo aqueles nossos antigos esforços próprios. Então, a Palavra de Deus soa de novo ao nosso coração: “Está consumado!” (João 9.30). Ele fez tudo, na Cruz, para alcançar o nosso perdão, e Ele fará tudo, em nós, para realizar a nossa libertação. Em ambos os casos, é Ele que opera. “É Deus quem efetua em vós”.
As primeiras palavras do homem libertado são preciosíssimas — “Graças a Deus”. Se alguém lhe der urn copo de água, você agradecerá à pessoa que lho deu, e não a qualquer outra. Por que disse Paulo, “Graças a Deus”? Porque foi Deus Quem tudo operou. Se tivesse sido Paulo quem fez a obra, teria dito: “Graças a Paulo”. Ele porém percebeu que Paulo era um “desventurado homem” e que somente Deus podia satisfazer a sua necessidade; é por isso que diz: “Graças a Deus”. Deus deseja fazer tudo, pois Ele deve ter toda a glória. Se fizermos uma parte do trabalho, então alcançaremos uma parte da glória; mas Deus recebe para Si toda a glória, porque a obra total é dEle, do começo até ao fim.

Watchman Nee,
A Vida Cristã Normal



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