O único e verdadeiro Evangelho – Parte 3

Assim estamos todos nós antes que Jesus nos abra os olhos!

Qual é, então, o único e verdadeiro Evangelho? Vejamos:

2. É O EVANGELHO DOS PERDIDOS

“Então, lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: ‘O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor’. Tendo fechado o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e todos na sinagoga tinham os olhos fitos nele. Então, passou Jesus a dizer-lhes: ‘Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir.’ (Lucas 4.17-21)

“Respondeu-lhes Jesus: ‘Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento.'” (Lucas 5.31-32)

“Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.” (Lucas 19.10)

A Bíblia (especificamente a pregação de Jesus) é muito clara ao afirmar que Jesus veio buscar aqueles que estavam perdidos, trazendo-lhes salvação. Os textos acima falam por si, e nos lembram de duas verdades importantes acerca do Evangelho que têm sido esquecidas:

a) Nenhuma forma de auto-justificação tem qualquer valor para Deus. Isso quer dizer que homem nenhum pode, pelos seus esforços humanos, alcançar a salvação, uma vez que todos são pecadores, corrompidos e inúteis aos olhos de um Deus que é santo, puro e perfeito. Jesus não veio dar tapinhas nas costas daqueles que acham que são bonzinhos, daqueles que louvam e elogiam a si mesmos e acham que “vão para o céu” porque fizeram por merecer. Muito pelo contrário: a genuína mensagem do Evangelho afirma que todos pecaram e carecem da glória de Deus e, por isso, não há um justo sequer na face da terra, ninguém é bom, ninguém presta – somos todos grandes pecadores, podres e imundos, porque trazemos dentro de nós a natureza caída, perversa e depravada de Adão.

Sendo assim, o homem que tem um encontro genuíno, uma experiência verdadeira com Jesus Cristo certamente baterá com a mão no peito, dizendo: “Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador!” E então ouve aquela voz mansa e humilde que nos repete sem cessar: “graça, graça, graça…” Não somos salvos porque merecemos. Não somos salvos por nossas obras, pela nossa caridade, pela piedade que aparentemente possuímos. Somos salvos pela graça de Deus revelada através do seu Filho Jesus, sua encarnação, sua vida irrepreensível na terra, sua morte vicária e sua ressurreição e ascensão gloriosas. Qualquer outra forma de obter a salvação anula a obra realizada por Jesus ao verter seu sangue por nós; por isso, qualquer um que pregue outra forma de obter a salvação, independente se o faz em púlpitos “cristãos” ou não, está cometendo a maior das heresias e anunciando a maior das mentiras que alguém pode contar.

Infelizmente, é justamente isso que têm feito muitos pregadores nominalmente cristãos. Alguns por falta de conhecimento, outros por malícia, a verdade é que a doutrina pura e perfeita da graça salvífica tem sido maculada por inúmeras formas de auto-justificação. Não quero me deter nessas heresias, mas quero enfatizar aquilo que a Bíblia nos mostra. A única coisa necessária para alguém obter a salvação é uma experiência espiritual miraculosa chamada na Palavra de Deus de regeneração ou novo nascimento. A regeneração é obra do Espírito Santo na vida do homem, e acontece pela simples bondade graciosa de Deus, como um presente, a todo aquele que reconhece sua incompetência para salvar-se por si mesmo, que encontra na cruz de Cristo a única esperança de redenção e então se agarra ao Salvador com todas as suas forças.

Em resumo: o único e verdadeiro Evangelho é aquele em que o homem descobre a sua condição de pecador irreparável, ao mesmo tempo em que descobre que todo o castigo pela sua culpa já foi pago por Jesus Cristo e que agora ele é salvo pela simples graça de um Deus amoroso, perfeito e justo. O que me lembra as lindas palavras de John Newton: “Minha memória já quase se foi, mas eu recordo duas coisas: Eu sou um grande pecador, Cristo é o meu grande salvador”.

b) Aquele que se rende à mensagem do Evangelho está incumbido de voltar-se para o perdido. A Bíblia também é clara em mostrar que a nossa missão enquanto Igreja é dar continuidade ao ministério terreno de Jesus. Por este motivo é que somos chamados de “embaixadores de Cristo”, ou mesmo de “cristãos”. Ora, se o ministério do Senhor residia em “buscar e salvar o perdido”, também é esta a nossa missão! Aliás, foi este o conteúdo das palavras de Jesus pouco antes de subir aos céus. Em Mateus, a sua grande comissão: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações…” Em Atos, à sua promessa da descida do Espírito Santo segue uma ordenança: “…e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até nos confins da terra”.

Confesso que uma das minhas grandes dificuldades como cristão é justamente em relação à tarefa de anunciar o Evangelho. Pelo fato de ter um chamado do Senhor para outra função no Corpo, muitas vezes acabo por não enfatizar em minha vida pessoal o evangelismo. Porém, mesmo assim, faço-o, como que constrangido, pois sobre mim pesa esta obrigação – como disse Paulo: “Ai de mim se não pregar o Evangelho!”

A grande questão que quero destacar aqui é que nós, como igreja, temos nos fechado dentro das quatro paredes dos nossos templos, preocupados demais com boas pregações, belos ministérios de coreografia, igrejas bem ornamentadas, eventos bonitos… Ora, nada disso é errado, mas a questão é que estamos perdendo o foco naquilo que é essencial para Deus: as vidas.

Muito se pede hoje nas igrejas por um avivamento. Eu creio em avivamentos, e ainda anseio que Deus trará um último renovo para preparar a Igreja para ser recebida pelo Noivo. Mas com que objetivo queremos um avivamento? Para ver um monte de experiências carismáticas, para ver o poder descendo sobre nós e, depois, cada um voltar para sua casa como se nada tivesse acontecido? Certo que não!

Uma igreja verdadeiramente avivada é aquela que tem os seus olhos voltados para Jesus e as suas mãos, estendidas para os perdidos. Uma igreja verdadeiramente evangélica é aquela que não cansa de anunciar a mensagem de salvação a todos aqueles que dela necessitam. Alguém disse uma vez que “uma igreja que não evangeliza não é digna de se chamar igreja”. Pode ser um clube social, uma associação, um grupinho de amigos… Mas igreja não é.

O único e verdadeiro Evangelho é aquele que se volta para pescar as vidas que o Senhor tem separado para si. Se nos esquecemos dessa verdade, estamos fora do projeto de Deus para a igreja. Pensemos nisso.

Até o próximo ponto!
Em Cristo,
Vinícius Pimentel

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