Três dólares de evangelho

De quanto evangelho você precisa? É só pedir!

“Eu gostaria de comprar mais ou menos três dólares de evangelho, por favor. Não muito, apenas o suficiente para me fazer feliz, mas não demais que eu fique dedicado. Eu não quero tanto evangelho que eu aprenda a realmente odiar a cobiça e a luxúria. Certamente não quero tanto que comece a amar os meus inimigos, prezar a auto-negação, e contemplar o serviço missionário em alguma cultura diferente. Eu quero êxtase, não arrependimento. Transcendência, não transformação. Eu gostaria de ser querido por algumas pessoas gentis, perdoadoras e de mente aberta, mas eu mesmo não quero amar aqueles de diferentes raças – especialmente se tiverem cheiro. Eu gostaria de evangelho o suficiente para fazer minha família segura e meus filhos bem comportados, mas não tanto que eu descubra minhas ambições redirecionadas ou minhas doações por demais alargadas. Eu gostaria de levar três dólares de evangelho, por favor.”

(D.A Carson, fazendo uma ironia sobre o falso evangelho.)

NOTA: Não é exatamente este o evangelho que vemos hoje? Um verdadeiro self-service, no qual escolhemos aquilo que nos agrada, desprezamos o que nos incomoda e simplesmente moldamos a Palavra de Deus às nossas mentes e ao nosso estilo de vida, quando as Escrituras na verdade dizem: “transformai-vos pela renovação da vossa mente” (Rm 12.2). Estamos esquecidos de que o verdadeiro Evangelho é Cristo, e estamos trocando Cristo – alguns por um evangelho de coisas falsas, de fábulas inúteis e profanas; outros, porém, por um falso evangelho mais sutil, de coisas verdadeiras, porém recortadas, despidas de sua essência. É este último falso evangelho que mais me amedronta, pois tem “forma de piedade, negando-lhe, contudo, o poder” (2Tm 3.5). Estamos vendendo o evangelho por quilo, e a maioria – como é de se esperar – não tem desejado comprar mais do que três dólares dessa iguaria quase intragável. Efeitos de uma crise muito mais severa e duradoura que a atual crise econômica.

Em Cristo Jesus,
Vinícius Pimentel

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2 respostas em “Três dólares de evangelho

  1. Meu broter, estava refletindo nisso hoje. Há muitos cristãos por conveniência! É quase que um status social. É como fazer parte de um clube: você paga, usufrui e vai embora; não tem compromisso com a visão do chefe, nem sabe a quantas andam as finanças e nem quer saber se a piscina está suja ou limpa.

    Existem muitos assim: acham que com o dízimo estão comprando o perdão, não querem compromisso, valorizam um evangelho superficial e se entregam a todo tipo de paixões mundanas desde que estejam na igreja domingo.

  2. É isto mesmo, não da mais para ficar calado diante da podridão da comida que estão oferecendo em lugar do genuíno evangelho. Precisamos nos levantar com autoridade para denunciar aquilo que não é evangelho e nos colocar como expressões vivas do verdadeiro evangelho. Que Cristo viva em nós e que o Verbo de Deus seja encarnado.

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