Quando Ele está entre nós… (2)

Quando Ele está entre nós... surge um novo dia!2) “O Verbo se fez carne e habitou entre nós”: Vimos que o Verbo é o próprio Deus eterno, na Pessoa de Seu Filho. Então o que isso quer dizer? Oh, que possamos compreender as profundezas da mensagem que o Espírito quer nos transmitir aqui: “E o Verbo se fez carne”. O Deus eterno, imortal, inacessível, Aquele que não possui princípio de dias, que nunca foi criado, Aquele que é desde o princípio e que possui todas as coisas debaixo dos Seus pés – isso mesmo, este Deus Filho é enviado ao mundo pelo Pai. Aqui estão embutidas três atitudes de Deus que são maravilhosas demais; nossos olhos são indignos de contemplá-las!

Humilhação: Precisamos ver que a humilhação de Jesus não começa na proximidade da crucificação – mas começa, exatamente, na encarnação. A maior humilhação do Filho de Deus não foi ter sido zombado, xingado, açoitado ou crucificado. A Sua mais humilhante experiência ocorreu quando Ele, o Não-Criado, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de uma de suas criaturas. Você é capaz de imaginar isso? Nunca se ouviu falar de um rei que abrisse mão de seu reinado, ainda que temporariamente, por amor de seus súditos. Coisa mais espantosa ainda seria um senhor pondo-se no tronco em lugar de seus escravos. Isso parece absurdo? E o que dizer de um Criador que se torna semelhante a uma de suas criaturas, por amor a elas? E foi exatamente isso que Cristo fez quando desceu dos céus para a encarnação, tornando-se em semelhança de homens.

Identificação com os pecadores: “O Verbo se fez carne” também nos fala de Cristo experimentando as aflições da vida humana para identificar-se com a humanidade pecadora, tornando-se o nosso Sumo Sacerdote e o nosso Intercessor. Ele não se contentou em se humilhar na encarnação, mas aceitou ainda suportar a fome, a sede, a dor, o cansaço que todos nós sentimos. Como se isso não bastasse, Ele veio “em semelhança de carne pecaminosa” – e, ainda que jamais tenha se sentido tentado a pecar, Ele suportou passar por todas as tentações por que nós passamos, sem pecado, a fim de vencer o pecado por nós. “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.” (Hebreus 4.15)

Satisfação da justiça de Deus: Existe ainda um último aspecto da encarnação de Jesus – certamente, o mais importante de todos. Deus enviou Seu Filho ao mundo não simplesmente para que Ele se humilhasse ou para que sentisse as aflições que nós sentimos. A verdadeira razão que levou o Verbo a se fazer carne é que essa era a única maneira de Deus não destruir toda a humanidade por causa da condenação do pecado. Todos nós precisamos entender o real significado da vinda de Cristo. É como se o Pai se pusesse diante do Filho e dissesse: “Filho, eu tenho uma missão para você.” “Sim, eu farei o que o Senhor mandar!” “Eu tenho alguns inimigos na terra, e preciso acabar com eles”, diz o Pai, “e Eu queria que você fosse até lá e morresse no lugar deles, pois eu os amo”. Louvado seja Deus! “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3.16).

[continua]

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2 respostas em “Quando Ele está entre nós… (2)

  1. “Precisamos ver que a humilhação de Jesus não começa na proximidade da crucificação – mas começa, exatamente, na encarnação. A maior humilhação do Filho de Deus não foi ter sido zombado, xingado, açoitado ou crucificado. A Sua mais humilhante experiência ocorreu quando Ele, o Não-Criado, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de uma de suas criaturas.”
    Quantas vezes esquecemos que tantas outras pessoas morrem de formas absurdas, e até mesmo por pessoas que amam, pela pátria, por um sonho. Mas quando falamos da morte de Cristo falamos da renúncia do trono(mesmo que por algum tempo) do Rei de toda a terra, daquele que é Senhor, dono de tudo e de todos, falamos daquele que deixou a soberania do universo, não falamos apenas de uma morte.

  2. Realmente Raquel, a maior humilnação se deu no esvaziamento de si mesmo, tomando a forma de servo e identificando-se com cada um de nós. Por isso fomos salvas pois alguém identificou-se com nossa dívida e nos fez povo seu e ovelha de seu pasto. Um abraço no amor de Cristo, que Cristo vos aperfeiçoe dia após dia.

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