A pergunta errada e as perguntas certas (2)

Então, se verdadeiramente entendemos que “Isso pode?” é a pergunta errada, o que faremos diante de determinadas situações em que não sabemos exatamente como agir? Em outras palavras: quando não sei se algo é certo ou errado, como devo proceder?

Eu gostaria de sugerir duas perguntas certas que podem ser usadas no lugar da pergunta errada. Ao invés de indagar “Isso pode?”, podemos fazer algumas perguntas bíblicas e, ao respondermos sinceramente tais perguntas, saberemos se convém ou não nos envolvermos com determinadas coisas.

1. Isso está centrado em mim ou em Cristo? “Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude.” (Cl 1.16-19) Perceba a firmeza destas palavras: tudo foi criado para ele. Existe algo que tenha sido criado, que não tenha sido criado para Cristo? Não! Ele é o centro, o princípio e o fim de tudo aquilo que existe, nesta criação ou na vindoura! Sendo assim, se queremos ser homens e mulheres de Deus, jovens ousados no Senhor que marcam a sua geração com uma vida rendida a Ele, é necessário que as nossas vidas sejam conduzidas em uma só direção: para Ele.

Não é aceitável que continuemos no caminho do Senhor, enquanto deixamos o mundo nos cativar com as suas ofertas. Não podemos permitir que nossos olhos sejam seduzidos pelas belezas desta vida! Não há tempo para nos entretermos. Estamos numa batalha, numa carreira. Vocês não sabem que todos correm num estádio, mas só um leva o prêmio? Corram de tal maneira que vocês sejam campeões, coroados pelo Senhor na sua vinda!

Precisamos ser jovens que não têm a sua vida por preciosa. Isto significa que não faremos nada que vise exclusivamente aos nossos próprios interesses, senão aquilo que agrada inteiramente a Deus e glorifica inteiramente a Cristo. Precisamos devotar-nos a Deus de tal maneira que, comendo ou bebendo, Cristo será testemunhado, exibido, manifestado e engrandecido.

Um antigo poema dizia o seguinte: “Apenas uma vida | que logo passará | Só o que foi feito | por Cristo durará”. Isso não é verdade? Jovens, é urgente que entendamos isto: não vale a pena fazer nada que não redunde em glória para Cristo. Não vale a pena fazer nada que não seja para ele, pois tudo o que não foi feito para ele passará e será esquecido. Porém tudo aquilo que fizermos para Cristo será lembrado para a eternidade! Sendo assim, nossas vidas devem ser guiadas por esta pergunta: “Isso está centrado em mim ou em Cristo?”. Se a resposta for: em mim, então pare, não faça! Mas se a resposta for: em Cristo, então prossiga, sejam lá quais forem as conseqüências.

Esta pergunta poderia ser expressa de outra forma. Nós poderíamos indagar: “Isso passará pela prova do fogo?” Responda-me: você investiria seu tempo e dedicação construindo um castelo de gelo no deserto? Certamente que não! Você diz: “Só um tolo faria isso”. Mas é exatamente assim que você age enquanto se ocupa com as coisas desta vida. As brincadeiras, os divertimentos, os entretenimentos, as roupas, os projetos do mundo, tudo isso enche tanto os seus olhos! Você seria capaz de enxergar o grande e terrível Dia do Senhor, quando todas essas coisas serão destruídas e não ficará sequer memória delas? Você seria capaz de enxergar o Dia do Senhor, e ainda assim sentir desejo de investir nas coisas deste mundo?

Oh, que possamos devotar a Cristo todas as nossas obras, centrando nEle todo o nosso esforço e dedicando a Ele nossas vidas por completo!

2. Vale a pena morrer por isso? “Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor.” (Rm 14.7-8) “Segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte.” (Fp 1.20)

A segunda pergunta que devemos fazer quando queremos agradar ao Senhor em toda e qualquer situação é esta: “Vale a pena morrer por isso?” Você entende esta pergunta? Existe um princípio muito valioso que precisamos aprender aqui: Se alguma coisa não é digna de se morrer por, também não é digna de se viver por. Em outras palavras: Se não vale a pena morrer por isso, não vale a pena viver por isso!

Repito: estamos na maior e mais violenta de todas as guerras e, numa guerra, os movimentos inúteis expõem nossas fraquezas ao inimigo e levam à completa destruição. É isso que você deseja para a sua vida? Tenho certeza que não. Todavia, muitos de nós estamos completamente desprevenidos e desatentos para com este fato, e por este motivo não temos experimentado completa vitória em nossas vidas. Pelas fotos, sei que a Alemanha é um país belíssimo. Mas tenho certeza de que os soldados dos Aliados não tiveram tempo para contemplar essas belezas quando foram enviados na Segunda Guerra. Havia um único objetivo: derrotar o inimigo nazista, e qualquer coisa que não estivesse focada nesse objetivo era inaceitável naquele momento. Iremos entender a gravidade e a severidade da guerra para a qual fomos enviados? Se perdermos tempo com as belezas do mundo, com o entretenimento, com uma vida fútil e sem propósito correto, não é sem dano e sem feridas que retornaremos ao nosso lar celestial. Jovens, isto é uma guerra! Não é lugar de brincadeiras ou de sonolência; isto é lugar de soldados bem preparados para a batalha!

Se entendermos isto, não será difícil entender este princípio: se não vale a pena morrer por alguma coisa, também não vale a pena viver por ela. Será que estamos dispostos a viver dessa maneira radical? Será que estamos preparados para abrir mão de tudo o que não for absolutamente essencial para a nossa sobrevivência no terreno inimigo? Creio que Jesus tinha esse princípio em mente quando enviou seus discípulos. “Não leveis bolsa, nem alforje, nem sandálias; e a ninguém saudeis pelo caminho.” (Lc 10.4) Havia algo de errado se os discípulos levassem aquelas coisas? Elas eram pecaminosas em si mesmas? Não. Mas o Senhor estava nos ensinando: “Não se cerquem de coisas em demasia; não se rodeiem de coisas que podem tirar a atenção e o foco de vocês. Há um objetivo a ser cumprido! É com isso que vocês devem se preocupar.”

Jovens irmãos, todas as vezes que perguntamos: “Isso pode?” ou “É errado fazer isso?”, tudo o que queremos é a nossa própria satisfação; o centro é o nosso ego e o nosso prazer e descanso. Mas quando perguntamos: “Isso está centrado em mim ou em Cristo?”, devotamos nossas vidas ao único propósito para o qual ela existe: glorificar o Senhor Exaltado Sobre Todos. E quando indagamos no nosso íntimo: “Vale a pena morrer por isso?”, estamos deixando para trás tudo o que é inútil e nos enchendo da plenitude do Espírito. A pergunta errada nos leva a uma vida fútil, medíocre, sem valor. As perguntas certas vão nos levar a um estilo de vida em guerra. Precisamos ser crentes perigosos! Nossa terra natal não é esta, e tudo o que precisamos fazer aqui é causar o maior estrago possível. Vamos explodir as cidades do pecado, vamos cercar a capital deste império de trevas! “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” (1Jo 5.4)

Em Cristo,
Vinícius Pimentel

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