O verdadeiro profeta

Em Deuteronômio 18:20 lemos uma séria advertência de Deus: “O profeta que presumir de falar alguma coisa em meu nome, que eu lhe não mandei falar, ou que falar em nome de outros deuses, esse profeta será morto”. Deus alerta que não basta alguém dizer que fala em Seu nome para que isso assegure ser ele um genuíno profeta. Deus é muito sério no que diz respeito ao Seu falar e, por isso, julgava com morte aos que falsamente falassem em Seu nome. Todas as palavras proferidas por um profeta deveriam proceder de Deus, pois do contrário, Ele o faria morrer.

Os versículos 21 e 22 dizem: “Se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o Senhor não falou? sabe que quando esse profeta falar, em nome do Senhor, e a palavra dele se não cumprir nem suceder, como profetizou, esta é a palavra que o Senhor não disse; com soberba a falou o tal profeta: não tenhas temor dele”. Há quem proclame a si mesmo profeta e que diz falar pelo Senhor, mas precisamos observar se suas palavras se cumprem ou não. Caso elas não se cumpram, esse é um falso profeta.

Há aqui um ponto importante. Como temos enfatizado, profeta é quem fala por Deus. Mesmo no Antigo Testamento, a Bíblia, ao mencionar a profecia, não enfatiza o caráter de previsão do futuro. Reconhecemos que ocasionalmente, quando necessário, Deus revela fatos futuros por meio de um profeta, mas essa não é a principal função do porta-voz de Deus. Há muita ênfase entre os cristãos em prevêr-se o futuro, mas muito pouca em falar por Deus. A palavra de um profeta genuíno é aquela que edifica a igreja, como o apóstolo Paulo expõe longamente em 1 Coríntios, capítulos 12 e 14.

Se o que ouvimos de certos “profetas” não edifica a igreja, não nos encoraja a entregar-nos ao Senhor de modo absoluto para o Seu propósito; se sua palavra estiver mais centrada nele mesmo, em suas capacidades e dons do que na edificação da igreja, podemos considerar que esse não é um genuíno profeta de Deus. Até a Sua volta, Deus tem apenas uma preocupação: a edificação da igreja. Todos os dons , todos os ministérios, todas as profecias que procedem realmente de Deus contribuirão para isso. Do contrário, sua origem não é Deus. Precisamos estar atentos a esse fato e seguir esse importante princípio estabelecido por Deus em Deuteronômio.

De maneira prática, para discernir se uma pessoa é ou não profeta, devemos ver o fruto produzido por suas palavras. Há exaltação a Deus? Há edificação da igreja? Há encorajamento pra prosseguirmos com o Senhor? Suas palavras são de condenação ou são cheias de “Espírito e vida”(Jo 6:63)? Se não houver o cumprimento da profecia, a realização da vontade de Deus, tal pessoa presume estar falando em nome de Deus, quando na verdade, Deus não lhe ordenou falar aquilo.

Tais profetas não são dignos do nosso temor. Hoje não vivemos no Antigo Testamento e certamente Deus não os julgará com morte instantânea, como estabeleceu por meio de Moisés. No entanto, se tais pessoas continuarem agindo dessa maneira, causando danos à obra do Senhor e aos Seus filhos, Ele certamente pesará sobre elas Sua mão. Isso deve encher-nos de temor e tremor para buscar mais e mais ao Senhor, com o propósito de sermos profetas absolutamente segundo o Seu coração.

Extraído do livro “Profetas e Videntes” publicado pela Editora Árvore da Vida (www.arvoredavida.org.br)

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