II Congresso Missionário (Resumo): “George Whitefield – O Grande Evangelista Do Século XVIII”

Síntese do sermão proferido pelo Pr. Gaspar de Souza no II Congresso Missionário Água da Vida, em 12 de dezembro de 2009.

Texto de partida: “Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram.” (Hebreus 13.7)

GEORGE WHITEFIELD – O GRANDE EVANGELISTA DO SÉCULO XVIII

Uma Breve Biografia

Whitefield nasceu em 16/12/1714, na cidade de Gloucester, Inglaterra. Seu pai morreu quando ainda tinha 2 anos. Já aos 17, Whitefield entra para a Universidade de Pembroke, Oxford.

Desde muito cedo, Whitefield desenvolvera uma vida de devoção e boas obras. Em Oxford, ele conhece os irmãos John e Charles Wesley e entra para o “Clube Santo”. Apesar disso, George Whitefield reconheceria mais tarde que até aquele momento ainda não fora verdadeiramente salvo.

De fato, a conversão de Whitefield foi dolorosa e demorada. Ele se angustiava porque a sua aparente devoção não produzia o gozo, a certeza da salvação que é o testemunho interior do Espírito na vida dos regenerados. Whitefield chegou muitas vezes ao desespero, passando noites inteiras orando na neve para ver se alcançava a salvação. Mas foi certa vez, quando entrou no seu quarto, caiu na cama e fez uma simples oração: “Tenho sede!”, que Whitefield pela primeira vez experimentou o gozo da salvação.

Com 21 anos, em 1736, Whitefield foi ordenado pastor e pregou seu primeiro sermão. Já em 1737, um avivamento irrompeu em Bristol e Londres. Whitefield então tornou-se extremamente popular e multidões vinham para ouvi-lo pregar o Evangelho.

Com 24 anos, rejeitado pelas igrejas, George Whitefield iniciou suas pregações ao ar livre, atraindo multidões.

O ministério de Whitefield abarcou tanto a Inglaterra (e outros países europeus) como as colônias inglesas na América do Norte. Ao todo, foram 13 viagens à América.

George Whitefield tinha uma pregação relevante e confrontadora. Ele dizia: “Eu não quero ser um pregador da boca aveludada.” Pregou mais de 18.000 sermões, numa média de mais de 10 por semana, durante 34 anos de ministério.

Sua última mensagem, pregada também ao ar livre, em cima de um barril, repetia o tema recorrente em seus sermões: o novo nascimento. Partindo de 2Co 13.5, sua exortação final foi como o rugir de um leão: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé”. Falando sobre a ineficácia de obras para merecer a salvação, Whitefield trovejou: “Obras, obras! O homem alcançar o céu por obras! Eu pensaria antes em alcançar a lua subindo numa corda de areia!”

Características De Whitefield

  • Humildade profunda e verdadeira. Ele costumava declarar: “Pereça o nome de Whitefield!” Talvez seja esta a razão de seu nome não ser muito conhecido, ainda em nossos dias.
  • Amor ardente pelo Senhor Jesus
  • Diligência e labor incansáveis
  • Auto-negação elevada
  • Alegria singular
  • Caridade extraordinária, unidade cristã e liberalidade

Características Da Pregação De Whitefield

Whitefield desenvolveu uma pregação do Evangelho puramente singular:

  • Pregação simples, lúcida e direta
  • Ilustrações simples e poderosas
  • Pregação tremendamente séria
  • Pregação emocionante e cheia de sentimentos

Estas características estavam fortemente ligadas às próximas características:

Características Doutrinárias De Whitefield

  • A suficiência e supremacia das Sagradas Escrituras
  • A corrupção da natureza humana
  • A morte de Cristo na cruz como a única satisfação para os pecados dos homens
  • A absoluta necessidade da justificação pela fé
  • A necessidade da conversão de coração e da nova criação pelo Espírito Santo
  • A inseparável ligação entre fé verdadeira e santidade pessoal
  • O eterno ódio de Deus pelo pecado e o amor de Deus pelos pecadores

Desafios A Partir Da Vida De George Whitefield

  • É preciso renovar a nossa fé no poder da Palavra de Deus
  • Devemos orar por avivamento
  • Nosso evangelismo deve ser mais contundente
  • A pregação evangelística deve ser mais doutrinária
  • Chamadas ao altar não são um ingrediente essencial do evangelismo

NOTA: Texto elaborado a partir das minhas anotações durante o sermão, bem como do slideshow apresentado na ocasião. O pr. Gaspar de Souza não tem responsabilidade sobre eventuais erros e incorreções resultantes desta síntese.

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